Estamos no início do ano letivo e o tema proposto da Agenda 2018 é: Cultivemos a arte de conviver. Conviver significa viver junto, ocupar um espaço comum, compartilhar o pão, comungar.

 

A Agenda vem dialogando com a Campanha da Fraternidade 2018, que traz como tema: Fraternidade e Superação da Violência e lema: Em Cristo somos todos irmãos (Mt, 23, 8). O caminho para a superação da violência é o da fraternidade entre as pessoas que se unem para implementar a cultura da paz, do amor e da superação da indiferença.

 

Segundo a educadora, Dulce Magalhães, entre todos os desafios que temos a vencer para conquistarmos o estado da convivência, o mais premente e que fundamenta toda a experiência de convívio é a tolerância. A educação para a tolerância e para o respeito do outro é uma condição necessária à democracia e deve ser considerada como uma tarefa geral e permanente.

 

Outro aspecto que se destaca, além de ser uma qualidade necessária para a convivência, é a gentileza. Praticar essa arte é uma forma de colorir nossos dias, abençoar nossos passos e perfumar o instante. O ser gentil é, por si só, um indivíduo mergulhado no bem. Há algo poderoso na prática da gentileza, pois afeta profundamente a realidade, modificando-a. A começar pelo praticante e depois imprimindo sua marca em cada um com quem o indivíduo gentil cruzar pela vida.

 

Com a prática da tolerância e da gentileza no convívio com o outro vamos chegar ao amor incondicional, um estado de aceitação plena do outro, sem julgamentos e sem críticas, um estado de pura compreensão. Amor é compreensão. Esse estado de aceitação incondicional, de esperança no melhor de cada um, essa abertura para as dificuldades entendendo-as como passos no processo do desenvolvimento, é o que costumamos chamar de paz. Chegaremos à paz através do amor incondicional, que é fruto da tolerância, da paciência e da gentileza.

 

E, com paz, finalmente poderemos conviver. A humanidade pode se transformar numa mesma e só será uma família se cada um começar por si mesmo, alterando seus padrões mentais, suprimindo o julgamento, eliminando o medo da diferença e aceitando incondicionalmente o outro. Exercite as bases da convivência e não se espante se a pessoa mais feliz for você.

 

Lenir e Luciana: Coordenadoras de Pastoral

 
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